A crise no mercado financeiro mundial começou a abalar o Brasil. O acontecimento que deveria ser preocupante ainda não é motivo de desespero para as autoridades brasileiras que afirmam que a situação ainda é considerada sob controle, já que o Brasil possui reservas cambiais e ao contrario do que aconteceu em 90 nós não estamos no centro da crise.
Pode ser que o país ainda não tenha necessidade de atitudes preventivas, porque a crise ainda não pode ser considerada global. Mas depois de sucessivas quedas nas bolsas de importantes centros financeiros do mundo e intervenções de bilhões de dólares no mercado para conter essa crise, isso pode sim ser considerado um fato preocupante.
Hoje, o dólar teve a maior alta em 5 meses e a Bovespa chegou a registrar queda de 8% mas conseguiu diminuir esse índice e fechar com queda de 2,58%. Motivos que servem para deixar de certo modo os economistas brasileiros inquietos.
Apesar de estar num dos seus melhores momentos financeiramente com reservas e as contas equilibradas o Brasil não pode se considerar um país exatamente forte se essa crise resolver se agravar. Com a alta do dólar e a turbulência nas bolsas do mundo inteiro o Brasil pode começar a sentir os efeitos da crise.
E logo o Banco Central pode ter que injetar bilhões como os mercados Europeus, e aí vamos ver se o Brasil tem “bala na agulha” como afirma o ministro Guido Mantega quando a situação apertar. Não há como o país não sofrer as conseqüências de uma crise como esta e sair imune.
O jeito é torcer para que essa situação realmente não vire global e que nossos representantes estejam certos quando falam que o país está preparado para um possível agravamento da situação. O que mais preocupa é que um país que está sofrendo por causa do caos aéreo, que só depois de morte de cerca de 200 pessoas em um acidente de avião é que as autoridades começam a querer tomar uma atitude vai acreditar que temos condições de controlar aqui uma crise mundial caso ela venha a acontecer.
Leia este blog no seu celular